Poeminha | Carlos Monteiro

por Carlos Monteiro |


Carlos Monteiro
                                
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Poeminha

 

O Rio amanheceu!

Ria, soRia Rio!

Amanheceu notícia internacional.

"Alô, alô, Repórter Esso! Alô, Marciano!"

“O Primeiro a dar as últimas e testemunha ocular da história”.

O Rio amanheceu Repórter Esso!

 

Amanheceu poema.

Amanheceu Prometheus!

Saiu dos braços de Morpheus!

"Espíritos poderosos devem ser convocados apenas pelos mestres que os dominam". Goethe.

Talvez não haja em meus alfarrábios, melhor descrição para o dilúculo de hoje!

 

Amanheceu presságio.

'I have a dream'! Era 1963. — Martin Luther King, o sonho não acabou! Talvez não tenha, ainda, começado pleno, magnânimo, talvez não acabe.

Somos eternos sonhadores.

 

Amanheceu sonho.

Nada mais atual (já estou repetitivo nessa expressão), que pena!

Amanheceu atual.

“A medida do amor é amar sem medida”. — Santo Agostinho

Amanheceu amor.

“Nuvens lá no mata-borrão do céu chuparam todas as manchas torturadas”. Senhor Francisco

Amanheceu solar.

Caetaneou sol-lá(r). Como um índio leãozinho.

Amanheceu lá em sol.

Aprendiz do Futuro. Cidadão, hoje e amanhã, porque amanhã é sábado!

Amanheceu Dimenstein.

Dióptrico.

 

Amanheceu filósofo cartesiano.

Amanheceu cesta, sesta, exta, sexta.

 

Amanheceu…

Acorda amor…

Clame, chame lá, clame, chame!

 

Shangri-lá. Montanha-passagem.

 

Açúcar & afeto!



Carlos Monteiro é fotógrafo, cronista e publicitário desde 1975, tendo trabalhado em alguns dos principais veículos nacionais. Atualmente escreve ‘Fotocrônicas’, misto de ensaio fotográfico e crônicas do cotidiano e vem realizando resenhas fotográficas do efêmero das cidades. Atua como freelancer para diversos veículos nacionais. Tem três fotolivros retratando a Cidade Maravilhosa.