Qinhones estreia “Doce Dioniso”, tributo a Jorge Mautner, no Club Manouche
O cantor e compositor carioca Qinhones lança no dia 15 de janeiro, às 21h, no Club Manouche, na Gávea (RJ), o espetáculo “Doce Dioniso — Qinhones canta Mautner”, um novo tributo dedicado à obra, às canções e ao pensamento de Jorge Mautner. A apresentação marca a estreia do projeto e celebra os 85 anos do artista homenageado, que completa aniversário em 17 de janeiro de 2026. A noite contará com a participação especial da cantora Letrux.
Depois do sucesso do tributo à Marina Lima e do lançamento de trabalhos autorais como o EP Gota (2021) e o álbum Centelha (2022), Qinhones volta-se agora a um dos criadores mais singulares da música e da literatura brasileira. Em Doce Dioniso, o artista revisita a poética afiada, irônica e profundamente brasileira de Mautner, trazendo suas canções e ideias para o presente.
O repertório reúne clássicos consagrados como “Maracatu Atômico”, “Lágrimas Negras”, “Cinco Bombas Atômicas”, “Matemática do Desejo” e “Samba Jambo”, além de composições menos conhecidas, cultuadas por músicos e DJs no Brasil e no exterior. As músicas, eternizadas nas vozes de Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa e Chico Science, ganham nova leitura na voz e no violão de Qinhones, que imprime sua identidade ao repertório sem perder o espírito original das obras.
Intelectual, músico e escritor, Jorge Mautner ocupa um lugar singular na cultura brasileira. Autor de 12 livros, ele recebeu o Prêmio Jabuti logo em sua estreia literária, aos 21 anos, com Deus da Chuva e da Morte (1962). Sua produção mistura filosofia, política, espiritualidade e cultura popular, costurando referências que vão do zen ao samba, do candomblé ao rock, do desbunde à crítica social. No show, trechos de textos do próprio Mautner e de pensadores que o influenciaram, como Friedrich Nietzsche, são entremeados às canções, oferecendo ao público um vislumbre de seu pensamento fértil e provocador.
O título do espetáculo, “Doce Dioniso”, faz referência à devoção de Mautner ao deus grego da música, da embriaguez e da sensualidade. Musicalmente, o show se apoia no samba-rock e no brazilian groove, com ênfase nas percussões e na mão direita do violão de Qinhones, criando uma atmosfera vibrante e ritualística.
No palco, Qinhones é acompanhado por Bruno Di Lullo (baixo e direção musical), Rafael Rocha (bateria), Mafram do Maracanã (percussão) e Antonio Fischer-Band (teclados), formando uma banda que sustenta o balanço e a densidade poética do repertório.
Reconhecido por sua abordagem autoral mesmo em projetos de homenagem, Qinhones já foi elogiado por artistas e críticos. Marina Lima, por exemplo, declarou: “Desde a primeira vez que ouvi o Qinhones cantar as minhas músicas, me emocionei. Qinhones se apropria, veste as canções escolhidas como sendo dele, sem trair os meus sentimentos de origem.” Já o jornalista Mauro Ferreira, do G1, destacou a personalidade do cantor ao interpretar repertórios consagrados.
O álbum Qinho Canta Marina, lançado pela gravadora Biscoito Fino, foi eleito o terceiro melhor álbum de 2018 pelo site Embrulhador e ultrapassou a marca de 2 milhões de plays no Spotify, além de ter circulado por diversos palcos e festivais do país e sido exibido no programa Versões, do Canal Bis.
Com quase duas décadas de trajetória, Qinhones — anteriormente conhecido como Qinho — é um dos nomes mais atuantes da cena independente carioca. Criador de bandas e projetos culturais, como o Festival Dia da Rua, já participou de eventos como Back2Black, SWU, MECA, Rock The Mountain e do Ano do Brasil em Portugal, além de dividir o palco com artistas como Luiz Melodia, Adriana Calcanhoto, Mart’nália, Fernanda Abreu, Paulinho Moska, Jards Macalé e MV Bill. Em 2026, o artista prepara um álbum de inéditas e a circulação nacional do tributo a Jorge Mautner.
Com “Doce Dioniso”, Qinhones propõe uma celebração viva da obra de um dos pensadores e compositores mais originais do Brasil, convidando o público a mergulhar em uma experiência que mistura música, filosofia, poesia e prazer — como queria o próprio Dioniso.
Show: Qinhones canta Mautner (part. esp. Letrux)
Local: Manouche (Rua Jardim Botânico, 983, — subsolo da Casa Camolese/Jd. Botânico)
Data e horário: 15 de janeiro, quinta, às 21h
Ingressos: R$ 60 (ingresso solidário — levando um quilo de alimento não perecível ou livro — estudante/meia entrada/idoso que será doado a comunidades carentes) l R$ 120,00 (inteira)
Capacidade: 100 pessoas (público sentado)
Vendas: https://linktr.ee/
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