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Poemas de Marcos Roberto dos Santos Amaral

 por Marcos Roberto dos Santos Amaral |



odaxesmo


se por de baixo há cima, nós nos encontramos;

nus, nós nascemos; e, vestidos, nó, de sóis

a lua, edificamos, notas fiscais, s.o.s,

em buscas, tãn-anônimos, durante os anos


navegam-nos já. eles, que somos cinzeis

que esculpem todos partos e partidas sãs

do mundo. neste fundo em quem somos irmãs

de conta; se de fato e de ZAP os anéis


cujos dedos não são seus donos; quem que sabe...

as trilhas que são eles mudos e nós mesmos:

por outro lado, correm comossêmen bagre;


por outro lado, comem comóvulo cego;

per o outro lado, o assum albino a grasnar salma:

- "o laço digestivo entre as bocas e os ânus!"



"má educação financeira"


Tal aquele que não tem casa própria

a uma, a três, a quatro gerações...

sequer naquela que é a sua própria!

de lado, baço, manquitola, opções


para suprir necessidades tantas

que não lhe sobra nada além da culpa

Esta dada de graça... cujas tantas

opressões que lhe ajusta a sua ruga


na testa solitária, entre as suas rusgas

tal aquelas vendidas em pacotes

parcelados em dez vezes, sem juras


de amor, de financeira educação

de cursos milagrosos (de quem já

terá herança garantida, então!)...



ecolalia


o que diz este verbo torto dito,

tu o que dizes dele incompreensível

porque tu riscas tu-quase-ilegível

se a palavra-parábola, convicta,


dito É, e tão, sendo lançando ao lado

misteriosamente vivenciável

aquilo que se vive: inexorável

se tem. por isso mesmo então buraco


cavas. no meio do teu verbo até

conseguires fazer te incompreenderem.

constrangedoramente. evoé


baço. sou ao ruído a endividarem.

no contrato assassino com má fé

do banco, sou às mãos a bem tremerem



Do outro-a-mais-valia-novo


tal ou o tapuru que foi o resto

ou tal o vil fingível de consumo

produto pop de massa hiper sumo

da mesmura di/e-fé-rençada mero


dispositivo eclipsador do fumo

no rabo do alienado desconfesso

deste rei-réu narcísico-semplexo

júri espetacular com um só rumo,


o leito de procruste: a telaphone-

-smart: de ares o martelo: nomes-pais

das séries: o episódio outro-a-mais-novo:


verdes puros dos mares e das jades:

o jantar caro no bistrô de nome-re:

o rosto doce e linhas bem suaves:




III


Moço imprudente, cuida nos mais velhos!

Este Livro foi feito por Deus Pai:

A Verdade nem em menos e nem em mais;

Há muito é ensinado o Evengelho.


Crê neste Livro e viverás no Céu.

Tenhas Fé! disse Deus quem será o salvo:

De fé, de coração encorajado;

Que nas Leis não vê da mentira o véu;

O que não acredita no Senhor,


Que não lê a Verdade no Arador,

Assim é, porque não possui a Fé!

A Fé é que é a prova do que crê:


Para escrevê-lA, Fé deves tu ter;

Sem Fé um pecador é o que tu és.








Marcos Amaral é autor de A poesia para: outra poesia, dentre tantas (independente); do jeito que ahhh! encruzilhando beiradas, Abissais, ambos pela editora TAUP e de um canal de poesias audiovisuais: @poesiasdemarcosrobertodossa