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Parir Flores em Solo Árido, de Virna Sabayo



Parir Flores em Solo Árido, de Virna Sabayo

A pré-venda de Parir Flores em Solo Árido (TAUP,2026) registra o nascimento de uma obra que une poesia e dramaturgia em uma escrita performática, híbrida e corpórea. Assinado por Virna Sabayo e publicado pela editora Toma Aí um Poema, o livro se organiza em três atos: performance, carne e altar — e percorre o corpo como território de excesso, fé, erotismo e linguagem. Entre ritos íntimos, humor ácido, ancestralidade e tensão simbólica, a autora propõe uma poesia que recusa o conforto e opera como fratura sensorial. Com ilustrações de Paula Viana Mendes, a obra desafia fronteiras de gênero e forma, revelando potência justamente onde o mundo costuma exigir silêncio. Parir Flores em Solo Árido é um livro que floresce à margem: poesia punk, provocadora e profundamente corporal, já disponível em pré-venda.


Poemas do livro


Bisturi II

Existe um não lugar entre
o que eu sinto e o que escrevo
Habitado por um inquilino inadimplente
Todas as vezes que o despejei foram em vão.
Não é mais sobre corpo, nem moeda de troca.
É sobre sombra.

Sem título

Só sou fiel ao tesão.

Não preciso de corpo para sustentar monogamia.

Preciso de veia exposta.
De delírio em curso.

Carne é descartável.
Narrativa, não.

Tesão é sintaxe com feromônio.

Rasteira

Só pouso em voo.
Galhos não me servem.
Prefiro telhados mexidos por cio, por ruído,
por palavra que morde.

A língua não lambe.
Desloca. Fratura.

A carne mal passada é a que fica.
É a tensão que equilibra a gravidade das asas.

Não pouso pra comer.
Pouso pra atravessar espécies. 



Autora (redes sociais): @vdevirna Instagram

Editora: @tomaaiumpoema Instagram
Textos e ensaios: Medium Virna Sabayo – Medium / Substack Virna Sabayo | Substack
Pré-venda: https://l1nq.com/ParirFloresemSoloArido 



Virna Sabayo é publicitária e artesã das palavras. Escreve como quem acende velas para provocar incêndios sob as bênçãos da ancestralidade e do excesso. Com textos publicados em revistas independentes, páginas virtuais e coletâneas literárias no Brasil e fora dele, faz da escrita um rito atravessado por ancestralidade, desejo e linguagem. Parir Flores em Solo Árido é seu livro de estreia em poesia.