por João Oliveira Melo |
O enredo tem seu início quando o personagem Frank Ginsburg (Steve Carell) sai do hospital e segue para a casa de sua irmã, Sheryl Hoover (Toni Collette). Ele estava internado por tentativa de suicido motivado pela perda do emprego e pela rejeição de um interesse amoroso, ambos conquistados por um pesquisador da obra de Proust. Chegando à residência, ele participa de um jantar com os outros membros da família de Sheryl, sendo eles: seu sobrinho Dwayne (Paul Dano), sua sobrinha Olive (Abigail Breslin), o sogro de Sheryl, Edwin (Alan Arkin) e seu cunhado Richard (Greg Kinnear).
Dwayne é o filho mais velho de Sherly, um adolescente rebelde que permanece em voto de silêncio na crença de se tornar um aviador das forças armadas. Olive, irmã mais nova de Dwayne, sonha em ganhar o concurso de beleza “Little Miss Sunshine”. Richard, o marido de Shirley é um indivíduo obcecado em ser um vencedor. Ele é autor e palestrante motivacional. Edwin, pai de Richard, vive em busca do prazer e treina Olive para o concurso.
Após o jantar, os personagens recebem a notícia que Olive é classificada na competição que tanto queria. Sem tempo e muitas opções, eles utilizam uma Kombi amarela e com problemas mecânicos para ir de Albuquerque até a Califórnia em dois dias. Na viagem os protagonistas precisam lidar com fracassos e incapacidade de atingir seus objetivos. Com uma trilha sonora fantástica composta por músicas como “Super Freak”, de Rick James, que acompanha a clássica cena da apresentação no desfile final de Olive, ou mesmo a da sequência de abertura destacada pelos acordes de “The Winners is”, de MYchaeL Danna & DeVotchKa. Ótima fotografia, personagens cativantes e interpretações memoráveis. A produção não é recomendada para pessoas muito sensíveis ao humor afiado. Nem para Quentin Tarantino, que odeia Paul Dano sem motivo aparente.
João Oliveira Melo é natural de Recife. É aluno do oitavo período do Curso de Ciências Sociais (UFRPE).


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