
Imagens da publicação, criada por Nivaldo Godoy Jr. com sistemas de IA generativa.
São Paulo em Códigos investiga a cidade a partir da crônica literária e da inteligência artificial

A Editora Garoupa lança São Paulo em Códigos, publicação que propõe uma leitura da capital paulista a partir do encontro entre crônica literária, inteligência artificial e experimentação visual. Com 88 páginas, capa dura e tiragem especial de 500 exemplares, o livro conta com versão digital gratuita em formato EPUB3, desenvolvida com foco em acessibilidade. O projeto foi contemplado pelo Edital ProAC, através da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo (Fomento CultSP).
Assinado pela escritora e pesquisadora Mei Hua Soares e pelo artista e arquiteto Nivaldo Godoy Jr., o livro reúne textos e imagens geradas por sistemas de IA para investigar São Paulo não como representação fixa, mas um território instável, atravessado por códigos, ruídos e camadas de memória. A proposta integra literatura e tecnologia para discutir os modos contemporâneos de imaginar a cidade, abordando também os impactos sociais das ferramentas digitais e as desigualdades de acesso que reverberam no espaço urbano.
Organizado em três seções, o livro combina diferentes regimes de leitura e visualidade. A primeira apresenta crônicas de Mei Hua Soares em diálogo com imagens generativas de Nivaldo Godoy Jr.; a segunda, intitulada Espaço Latente, dedica-se à experimentação visual com interpretações da cidade; e a terceira reúne textos finais em coautoria, em português, espanhol e inglês, que refletem sobre o processo criativo e os desdobramentos sociais das inteligências artificiais.
![]() | |
Imagens da publicação, criada por Nivaldo Godoy Jr. com sistemas de IA generativa. | |
O lançamento acontece no dia 28 de fevereiro, às 16h30, no cinema do Centro Cultural São Paulo. A programação inclui bate-papo com os autores, mediado por Marina Ruivo, preparadora da obra e integrante da Garoupa Editora. Antes da conversa, será exibido o curta-metragem SPIT (19 minutos), dirigido por Marcio Miranda Perez e Nivaldo Godoy Jr., com roteiro de Mei Hua Soares.
O filme experimental investiga memórias reais e suposições imaginárias ao acompanhar um menino que confronta um fantasma de infância enquanto narra a fundação do lugar onde cresceu, na periferia de São Paulo. SPIT foi exibido com destaque na Mostra Limite do 34º Festival Internacional de Curtas-Metragens de São Paulo — Curta Kinoforum, em 2023, na sessão Hiperrealidades, e integrou a Mostra do Filme Livre no CCBB-SP em 2025.
Além da edição impressa, São Paulo em Códigos pode ser acessado gratuitamente em versão digital no site oficial do projeto. A iniciativa também conta com perfis nas redes sociais e playlist disponível no Spotify, ampliando a experiência de leitura para além das páginas do livro.
MEI HUA SOARES — Bacharel e licenciada em Letras pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH-USP), Mestra e Doutora em Linguagem e Educação pela Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (FE-USP). Foi docente de cursos de Comunicação Social (Jornalismo e Publicidade e Propaganda), Artes Cênicas, Pedagogia e instituições de ensino superior. É atriz, dramaturga e integrou o grupo Teatro Popular União e Olho Vivo entre 2017 e 2023. É revisora, parecerista e colaboradora de diferentes periódicos científicos e culturais. É coautora do livro “Bom Retiro, Meu Amor: Ópera-Samba” e tem artigos e capítulos publicados em revistas científicas e livros. Atualmente, é docente do curso de Pedagogia da EFLCH, da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) e desenvolve pesquisas relacionadas à literatura, educação, teatro, comunicação e linguagens. Fez a roteirização do curta-metragem SPITI (prêmio ProAC 2020) dos diretores Márcio Miranda Perez e Nivaldo Godoy Jr.
![]() |
| Foto: Iago Mati |
NIVALDO GODOY JR — Arquiteto e artista interdisciplinar, desenvolve um trabalho que investiga relações entre a linguagem arquitetônica com outras artes. Iniciou sua trajetória artística em meados dos anos 2000 no FILE — Festival Internacional de Linguagem Eletrônica, uma das principais plataformas latino-americanas de arte digital e eletrônica, experiência que marcou decisivamente sua prática experimental. Seu trabalho alcançou reconhecimento internacional, incluindo um prêmio da Sitterwerk Foundation (Suíça), que apoiou sua pesquisa na interseção entre arte e tecnologia. Ao longo das últimas duas décadas, consolidou uma prática multidisciplinar que articula audiovisual, mídias imersivas e investigação urbana. Suas animações recentes, criadas com ferramentas de IA, ampliam seu interesse por narrativas híbridas e tecnologias emergentes, enquanto o curta-metragem SPITI (com roteiro de Mei Hua Soares) aprofunda sua pesquisa sobre memória e território. Seus projetos imersivos IN-PLAZA e SÃO PAULO SONORA exploram as relações entre mapografias, som e narrativas urbanas. Instalações e performances anteriores, como BARRAGEM///SP, evidenciam seu compromisso contínuo com a experimentação e a criação interdisciplinar. Criou a série de livros-objeto VÍTREOFORMAS, que integra os acervos da Pinacoteca de São Paulo e da Biblioteca Mário de Andrade, e é cocriador do livro PALAVRACIDADE, realizado em parceria com Eda Nagayama e Élcio Miazaki, que investiga a fusão entre a linguagem da arquitetura e a literatura.
FICHA TÉCNICA:
Título: São Paulo em Códigos
Autores: Mei Hua Soares e Nivaldo Godoy Jr.
Editora: Garoupa
Ano: 2025
Edição: 1ª
Páginas: 88
Assuntos: São Paulo; Cidade; IA; Estudo Cultural; Crônicas
Preço: R$180,00
SERVIÇO:
Lançamento de SÃO PAULO EM CÓDIGOS
Sábado, 28 de fevereiro de 2026, às 16h30 (retirar ingressos 1 hora antes do início do evento)Cinema do Centro Cultural São Paulo | Rua Vergueiro, 1000, Liberdade, São Paulo
Capacidade: 99 pessoas
Site e download gratuito do livro: clica aqui
Instagram: @saopauloemcodigos
.png)


Redes Sociais