Da ecoansiedade à ação coletiva: literatura de Mariana Brecht destaca urgência ambiental
No Dia Mundial da Água, celebrado em 22 de março, a literatura brasileira surge como espaço de reflexão sobre a crise climática e seus impactos emocionais e sociais. A escritora Mariana Brecht, finalista do Prêmio Jabuti, apresenta duas obras que colocam a água no centro da narrativa, abordando temas como território, memória e a urgência de soluções coletivas diante do agravamento das mudanças ambientais.
Em Foi acabar bem na nossa vez (Editora Rocco, 2025), romance voltado ao público jovem e adulto, a autora acompanha a trajetória de Maria Clara, designer de jogos que retorna à cidade natal após perder o emprego em meio ao colapso tecnológico. A narrativa explora disputas por território e questiona soluções ambientais superficiais, como projetos de compensação de carbono associados ao greenwashing, enquanto propõe uma reflexão sobre a possibilidade de uma “segunda chance” para o mundo.
Já em Cyber PANC e Só Zé: O resgate de um poder pifado e outras caraminholas (Selo Escarlate/Companhia das Letras, 2026), com ilustrações de Lumina Pirilampus, Brecht dirige-se ao público infantojuvenil. A obra apresenta uma São Paulo reorganizada diante da emergência climática e acompanha dois personagens que descobrem, por meio da cooperação, que os desafios ambientais exigem soluções coletivas. A narrativa transforma a ecoansiedade em ação, apostando em redes de cuidado e na imaginação de futuros possíveis.
Escritas em diálogo com a atuação da autora como narrative designer de jogos digitais, as duas obras destacam o papel da ficção climática como ferramenta de elaboração simbólica do colapso ambiental e ponte entre gerações, propondo novas formas de pensar a relação entre humanidade e natureza.
Serviço
"Foi acabar bem na nossa vez", de Mariana Brecht. Editora Rocco. Romance. Público jovem e adulto. Disponível em https://bit.ly/4ry5LFG
"Cyber PANC e Só Zé: O resgate de um poder pifado e outras caraminholas", de Mariana Brecht, com ilustrações de Lumina Pirilampus. Selo Escarlate, da Companhia das Letras. Literatura infantojuvenil. Pré-venda disponível em https://bit.ly/4rc76AV.
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| Foto: Caio Kenji |
Mariana Brecht nasceu em São Roque (SP) e atua como escritora, roteirista, pesquisadora e narrative designer de jogos digitais, com produção que transita entre literatura, audiovisual, música e games. Estreou na literatura com Brazza (2020), finalista do Prêmio São Paulo de Literatura, e publicou também Labirinto (2021). No segmento infantojuvenil, lançou A Menina com os Pés no Chão (2023), finalista do Prêmio Jabuti 2024. Em 2025, publicou o romance Foi acabar bem na nossa vez e, em 2026, lança Cyber PANC e Só Zé: O resgate de um poder pifado e outras caraminholas, obra financiada por edital com apoio da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB/2024). No campo dos jogos digitais, foi corroteirista e narrative designer de A Linha, vencedor do Primetime Emmy e premiado no Festival de Veneza. Com formação em Audiovisual pela ECA-USP, mestrado em Estudos Internacionais pela Université de Toulouse e mestrado em andamento na ECA-USP, pesquisa as relações entre narrativa e crise climática. Também integra o projeto musical-literário performático Intraterrestres.


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