
Foto: Caio Kenji
Ao lado da escritora Mari Luppi, autora de Verbo-Feitiço, Mariana integra mesa inspirada na obra de Ursula Le Guin nesta sexta-feira (7), no Espaço Cultural Elza Soares
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| Foto: Caio Kenji |
Ao lado da escritora Mari Luppi, autora de Verbo-Feitiço, Mariana integra mesa inspirada na obra de Ursula Le Guin nesta sexta-feira (7), no Espaço Cultural Elza Soares
Em um momento marcado pela urgência climática e pela necessidade de imaginar outras formas de organização social, a literatura pode se tornar um espaço para pensar futuros possíveis. É a partir dessa perspectiva que as escritoras Mariana Brecht e Mari Luppi participam, nesta sexta-feira, 7 de agosto, da mesa “Ficção e anarquismo: a grande insurgência de Ursula Le Guin”, em São Paulo.
O encontro acontece a partir das 16h15, na Zona Bate-Cabeça, instalada no Ônibus da Zózima Trupe, em frente ao Espaço Cultural Elza Soares, nos Campos Elíseos. A conversa propõe um diálogo sobre literatura, utopia e resistência a partir da obra de Ursula Le Guin, escritora que fez da ficção um campo para imaginar diferentes estruturas sociais e políticas.
Mariana Brecht divide a mesa com Mari Luppi, autora de Verbo-Feitiço. Escritora, roteirista, pesquisadora e narrative designer de jogos digitais, Brecht nasceu em São Roque (SP), região situada entre a Mata Atlântica e o Cerrado. Sua produção literária também tem se dedicado às relações entre crise ambiental, formas de vida e possibilidades de transformação coletiva.
Entre suas obras estão Brazza, publicada pela Editora Moinhos; Foi acabar bem na nossa vez, pela Rocco; Labirinto; A Menina com os Pés no Chão, finalista do Prêmio Jabuti; e o infantojuvenil Cyber PANC e Só Zé, lançado em 2026 pela Escarlate/Companhia das Letras. A autora também foi corroteirista de A Linha, jogo em realidade virtual vencedor do Emmy, e integra, como compositora, o projeto musical Intraterrestres.
Em seus trabalhos mais recentes, Mariana Brecht aborda a emergência ambiental a partir de diferentes públicos e perspectivas. Voltado aos leitores adultos, o romance Foi acabar bem na nossa vez parte de um reencontro amoroso para tratar de disputas envolvendo território, memória e as respostas oferecidas à crise climática.
Ambientada no interior de São Paulo em meados da década de 2030, a narrativa incorpora questões como agrofloresta, greenwashing e solastalgia, enquanto acompanha personagens diante das transformações ambientais e das possibilidades de mudança.
Já em Cyber PANC e Só Zé, destinado ao público infantojuvenil, a ecoansiedade dá lugar à ação coletiva. A história se passa em uma São Paulo reorganizada para enfrentar a emergência ambiental e acompanha seus protagonistas em uma narrativa de amizade, cuidado e descobertas. Em vez da figura do herói solitário, o livro destaca a importância das redes de apoio diante dos desafios impostos pela crise do clima.
A participação de Mariana Brecht na mesa sobre ficção e anarquismo aproxima essas questões do universo literário de Ursula Le Guin e abre espaço para uma conversa sobre a capacidade da ficção de imaginar sociedades, relações e futuros diferentes daqueles estabelecidos no presente.
SERVIÇOMesa: Ficção e anarquismo: a grande insurgência de Ursula Le Guin
Convidadas: Mariana Brecht e Mari Luppi
Data: 7 de agosto de 2026 (sexta-feira)
Horário: a partir das 16h15
Local: Zona Bate-Cabeça – Ônibus da Zózima Trupe, em frente ao Espaço Cultural Elza Soares
Endereço: Alameda Eduardo Prado, 460, Campos Elíseos – São Paulo (SP)Adquira “Foi Acabar” no site da Rocco: https://bit.ly/4ry5LFG
Adquira “Cyber PANC e Só Zé” no site da Companhia das Letras: https://bit.ly/4rc76AV

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