por Ariel Montes Lima |
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PROPOSIÇÕES PARA UMA FILOSOFIA DA LINGUAGEM
A forma é partícipe ativa do significado subjacente.
O problema da Verdade é sua enunciação.
O problema maior da humanidade talvez seja propriamente ser da linguagem em um mundo que não é linguagem.
Pensar em uma revisão da língua é, epistemologicamente, pelo menos, uma revisão das próprias estruturas do pensamento.
[Ut dixit supra] urge compreender que as estruturas primevas da cognição sejam estruturas de linguagem (mais ou menos refinadas ao modo de um idioma).
Ita non cognoscitibus exlinguam maternalis est. Hoc modo: pensare linguae alterum pensare alterum quoque. Quiaque latine bene laborat pro philos sapientiae.
Nihil quoque cruciatus ut sapiens inter tenebras mundi. Tamen ita ab audentium et videntium.
Was ist besser in unsere Welt: eine glück Eisemkeit oder eine leere Gesellschaft? Keine davon ...Es ist alles!
Não fosse tudo terrivelmente o que é, nihilque plus, poderia escrever de outra forma. Mas não é.
A constatação de que as potencialidades do ser estão sumariamente circunscritas a um limite de possibilidades implica a compreensão de que os limites do ser são os limites do que lhe é predicável.
Enquanto há palavra, há disputa. É o silêncio que se faz temer.
Nomear é tornar outro o que era Nada.
Vivre au monde est mettre en une ligne choses que son a tout les dirección. La vie n’est pas une ligne !
Alles ist Gestalt. Wir auch!
Die Geschichte wird unser letztes Wort sagen. Und Menschen kennen das, sprechen nicht über das Jenseits.
Notre dernière question sera seulement un grand pourquoi. Et personne ne nous attendra.
A Dor é o que recobre o fundo de nossas almas. E isso também é nossa glória.
Penso que ilusão da neutralidade discursiva -ao menos em termos de gênero-; digo: de que uma única perspectiva possa ser estendida a todas as variantes de humanidade só possa advir como consequência da extrema canalhice, resultando em extrema ignorância. Afinal, somente o total desconhecimento das violências de gênero poderia proporcionar tal forma de percepção da realidade.
Ariel Montes Lima é mestre e doutoranda em Estudos de Linguagem (PPGEL-UFMt). Autora dos livros Poemas de Ariel (TAUP, 2022), Sínteses: Entre o Poético e o Filosófico (Worges Ed., 2022), Ensaios Sobre o Relativismo Linguístico (Arche, 2022), Poemas da Arcádia (Caravana, 2023), Silêncios: Duros Silêncios (Worges, 2024), O Inominado ou A Descoberta do Mundo (TAUP, 2024), Liberdades (2025), Contos Femininos (Worges, 2025) e Histórias do Casarão (Worges, 2025).


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