Festival Literário da Amazônia Periférica ocupa Manaus com poesia marginal, oficinas e batalhas poéticas


Festival Literário da Amazônia Periférica ocupa Manaus com poesia marginal, oficinas e batalhas poéticas


A primeira edição do Festival Literário da Amazônia Periférica (FLAP) será realizada no dia 15 de maio, das 8h às 18h, na Casa de Teatro Tauá Caá, localizada no bairro Santa Etelvina, Zona Norte de Manaus. O evento propõe mais de dez horas de imersão literária com oficinas, rodas de conversa, batalhas poéticas, sorteios de livros e premiações voltadas à valorização da literatura marginal e das vozes periféricas amazônicas.


Idealizado pelo Allegriah Grupo de Arte e Cultura (AGAC), sob coordenação da escritora e artista Jackeline Monteiro, criadora do Movimento Literário Aglomeração Poética (MLAP), o festival nasce com o objetivo de fortalecer produções literárias que emergem das periferias urbanas, territórios ribeirinhos e comunidades amazônicas.


Segundo Jackeline Monteiro, a literatura marginal nasce enquanto espaço de resistência, memória e existência. “Ela rompe com a ideia de que apenas determinados corpos, espaços ou linguagens podem produzir literatura. É uma escrita que nasce da experiência vivida, das urgências do cotidiano e dos modos de sobreviver e inventar vida nas periferias”, afirma a coordenadora do projeto.


Jackeline Monteiro- Criadora  e Coordenadora do FLAP


A escolha da Casa Teatro Tauá Caá dialoga diretamente com a proposta do festival. Localizado em uma área descentralizada de Manaus, o espaço mantém forte relação com a cultura popular, os saberes comunitários e as manifestações artísticas periféricas, reunindo artistas de diferentes linguagens e segmentos culturais.


Um dos principais destaques da programação será a Batalha Poética FLAP, que reunirá 12 poetas de diferentes regiões da capital amazonense em duas categorias distintas. O Prêmio Rebentação de Versos será dedicado ao slam, à poesia falada e à experimentação livre, enquanto o Prêmio Raiz de Palavra contemplará poemas de estrutura mais formal e tradicional, como sonetos e poesias líricas. As batalhas terão premiações para primeiro, segundo e terceiro lugar.


Além das apresentações poéticas, o festival contará com três oficinas formativas. A oficina Rascunhos de Barrancos: Inventivências da Margem, mediada por Guilherme Araújo, propõe reflexões sobre formas não tradicionais de escrita e existência. Já Palavra Encarnada: da escrita ao corpo, conduzida por Deihvisom Caelum, explora a relação entre poesia, corpo e performance. A oficina Riscando Vozes: criação e presença na poesia marginal, ministrada por Will Dero, convida os participantes a mergulhar no universo do slam e da poesia periférica.


O FLAP também promoverá duas rodas de conversa sobre identidade, escrita e territorialidade. A mesa Entre Vielas e Igarapés: inventidades que escrevem terá mediação de Adriana Cris e participação de Will Dero, Maria Eduarda e Jackeline Monteiro.Nome, Voz e Barranco: Quem escreve das beiras? será mediada pela professora e poeta Evany Nascimento, reunindo Grace Cordeiro, Franciná Lira e Iran Lamego.


Para os organizadores, o festival procura consolidar a poesia marginal cm um instrumento de fortalecimento cultural e participação comunitária em Manaus. “O FLAP nasce do desejo de criar um espaço onde vozes amazônidas, periféricas e marginalizadas possam ecoar, ocupar e celebrar suas próprias narrativas”, destaca Jackeline Monteiro.


O evento é realizado com recursos da Política Nacional Aldir Blanc, através do Conselho Municipal de Cultura de Manaus, dentro do edital voltado a festivais culturais em áreas periféricas, ribeirinhas e de povos tradicionais.


Foto- Lucia Barreiros Silva- Manaus- FLAP

SERVIÇO

O QUE: FLAP - Festival Literário da Amazônia Periférica. ONDE: Casa Teatro Tauá Caá (Rua Santa Eliana, número 19, Bairro Santa Etelvina, Zona Norte de Manaus.

QUANDO: 15 de maio (Sexta-Feira) de 08:00 às 18:00 ENTRADA: Gratuita e aberta ao público. MAIS INFORMAÇÕES: Instagram @allegriahoficial PROGRAMAÇÃO DO FLAP MANHÃ (08h30 – 11h30) Nascente de Vozes 08h – 08h45 | Acolhimento e credenciamento 08h45 – 09h15 | Abertura poética Apresentação inicial (fala de agradecimento + poema-manifesto do FLAP) Apresentação: Jackeline Monteiro Leitura do Manifesto Poético FLAP Apresentação artística – Magno Fresil 09h20 – 11h00 | Oficina 1 Oficina "Rascunhos de Barrancos: Inventivências da Margem" Horário: 9h15 - 11h Oficineiro: Guilherme Araújo 09h30 – 11h00 | Oficina 2 Oficina "Palavra Encarnada: da escrita ao corpo" Horário: 9h30 - 11h Oficineiro: Deihvisom Caelum 11h – 11h30 Mostra coletiva do que se criou nas oficinas (quem quiser e o que houver, falas, depoimentos), entrega dos certificados e Encerramento período da manhã. TARDE (13h – 18h00) 13h – 14h30 | Oficina 3 Oficina "Riscando Vozes: criação e presença na poesia marginal" Oficineiro: Will Dero Horário: 13h - 14h30 14h30 – 15h30 | Roda de conversa 1 Roda de Conversa "Entre Vielas e Igarapés: inventidades que escrevem" Hora: 14h30 - 15h30 Mediação: Adriana Cris Convidados: Will Dero, Maria Eduarda e Jackeline Monteiro (talvez Márcia) Sorteio 15h30 – 16h30 | Roda de conversa 2 Roda de Conversa "Nome, Voz e Barranco: Quem escreve das beiras?" Hora: 15h30 - 16h30 Mediação: Evany Nascimento Convidados: Grace Cordeiro, Franciná Lira, Iran Lamego

Sorteio BATALHA POÉTICA FLAP - A PARTIR DAS 16H30 16h30 – 17h15 | Prêmio Rebentação de Versos Poesia que não pede licença, ocupa! Apresentador: Will Dero 17h15 – 17h45 | Prêmio Raiz de Palavra Poesia que aprofunda, finca raiz! Apresentadora: Ella Blacky ENCERRAMENTO “A margem não termina aqui, ela continua em quem escutou.” 18h00 | PREMIAÇÃO Palavra final + agradecimentos