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Em “Pugilismo, segundo Lauren L.,” Maria Emanuelle Osório Prates leva a matéria física que nos constitui humano para um campo de batalha textual. Nesse ringue poético, a vida em sociedade se reflete em metáforas esportivas feitas sob medida para abordar as quedas e escaladas, os hematomas e os aprendizados, a resistência e a sobrevivência de um corpo negro, mulher e neurodivergente.
O cenário dessa peleja começa na quadra da escola em uma aula de educação física, mas vai muito além do recreio. É preciso subir montanhas milenares, mergulhar até o fundo do oceano, não pular no córrego Vieira, manejar canoas de papel e chegar até às ribanceiras belo-horizontinas para enfim (re)descobrir novos modos de cuidar das feridas.
Com uma linguagem que mescla o vocabulário próprio da anatomia, da botânica, do boxe e da calistenia com poesia e aulas de história, português e sociologia, a autora evoca os ensinamentos valiosos que chegaram até ela a partir de outras meninas e mulheres e nos apresenta o resultado da sua persistência em dar corpo à palavra.
por Thaís Campolina
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Maria Emanuelle Osório Prates Nasceu em Montes Claros (MG) em 15 de novembro de 2000. É autora de amarelo mostarda (Editora Nauta, 2024; semifinalista Prêmio Loba 2025), Pugilismo, segundo Lauren L., (Selo Capitolinas, 2026), A flor na mulêra (Sertão Pasárgada, 2026, no prelo). Integra a Equipe de poetas da FaziaPoesia e é membro do Coletivo Escreviventes e do Neomarginais. Possui textos publicados em mais de 60 revistas em português, inglês e espanhol. É Etnoecóloga e doutoranda em Biodiversidade e Uso dos Recursos Naturais (PPGBURN) na Universidade Estadual de Montes Claros (UNIMONTES). Atua como educadora popular e ativista socioambiental. Desenvolve pesquisas em territórios tradicionais e investiga o papel das redes de troca na adaptação diante da incerteza socioambiental.


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