Sobre o trauma e feminismo em contexto de crise política: um ensaio sobre o poema Murmullo (2024) de Scarleth Cuesta

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SOBRE O TRAUMA E FEMINISMO EM CONTEXTOS DE CRISE POLÍTICA: UM ENSAIO SOBRE O POEMA
MURMULLO (2024) DE SCARLETH CUESTA 

Ariel Montes Lima


RESUMO: O presente ensaio analisa como experiências traumáticas afetam corpos femininos em cenários de crise política, tomando como eixo o poema Murmullo de Scarleth Cuesta (Venezuela). A abordagem é qualitativa, fundamentada em pesquisa bibliográfica e leitura crítico-interpretativa do poema, articulando estudos do trauma, teoria feminista e literatura de testemunho. O texto discute como, em contextos de instabilidade política, autoritarismo e precarização da vida, as mulheres tornam-se alvos de múltiplas violências (física, simbólica e psicológica), que se inscrevem tanto na experiência individual quanto na memória coletiva. A poesia é vista como forma estética capaz de expressar o indizível, marcada por lacunas, silêncios e fragmentações. O poema Murmullo tensiona os limites da representação ao expor a dor como vestígio e memória inscrita no corpo feminino. 

Palavras-chave: Trauma. Feminismo. Literatura. Crise Política. Venezuela. 

1. INTRODUÇÃO

O presente ensaio forma parte dos produtos advindos do projeto de pesquisa de doutorado (em curso) da presente autora. O texto pretende analisar a emergência de experiências traumáticas incidentes sobre corpos femininos em contextos de crise política. Minha abordagem parte da Teoria Literária em diálogo com a história contemporânea, a(s) teoria(s) do trauma e a leitura de teóricas feministas, com ênfase em Bell Hooks e Leah Fritz. Tomo como eixo analítico o poema em língua espanhola da autora Scarleth Cuesta (Colômbia-Venezuela). Parte-se da compreensão de que, em cenários de instabilidade política, autoritarismo e precarização da vida, os corpos das mulheres tornam-se alvos privilegiados de múltiplas formas de violência (física, simbólica e psicológica) que se inscrevem tanto na experiência individual quanto na memória coletiva.

A abordagem adotada é de natureza qualitativa, fundamentada em pesquisa bibliográfica e em uma leitura crítico-interpretativa do poema, articulando aportes dos estudos do trauma, da teoria feminista e das reflexões sobre literatura de testemunho. Entende-se que a poesia, enquanto forma estética, possibilita a emergência de uma linguagem capaz de dizer o indizível, ainda que marcada por lacunas, silêncios e fragmentações. Nesse sentido, Murmullo configura-se como um texto que tensiona os limites da representação, ao expor a dor como vestígio, como resto e como memória inscrita no corpo.

2.1UMA TEORIA FEMINISTA?

Há certo frisson em relação a uma tentativa de sistematizar uma consonância de vozes em prol de uma única teoria feminista, cuja síntese sói destacar-se, normalmente como um apagamento das singularidades inerentes a cada subgrupo do termo guarda-chuva: feminismo. Trata-se de um debate extenso e trabalhado por diferentes autoras. 

Matos (2010), em cujo artigo Movimento e teoria feminista: é possível reconstruir a teoria feminista a partir do Sul global? discorre sobre a articulação teórica do movimento feminista a partir dos processos sócio-históricos das mulheres da América Latina. Trata-se de uma questão essencial, uma vez que os referencias norte-americanos e europeus não raramente são suficientes para dar consistência teórica às demandas e particularidades da experiência feminina do “terceiro mundo”. 

Na verdade, o arcabouço teórico tradicional não é suficiente mesmo para a realidade das minorias inseridas no Norte Global. Diz Bell Hooks (2015, p.193): 

Nos Estados Unidos, o feminismo não surgiu das mulheres que são mais vitimizadas pela opressão machista, das mulheres agredidas todos os dias, mental, física e espiritualmente – as que são impotentes para mudar sua condição na vida. Estas são a maioria silenciosa. Uma marca de sua condição de vítimas é que o fato de aceitarem sua sina na vida sem questionamento visível, sem protesto organizado, sem fúria ou raiva coletivas 

A bem dizer, das máximas essenciais das primeiras ondas feministas apenas um aforismo seja universalmente reconhecido: o de que em contextos de crise política os primeiros direitos a serem retirados sejam os da mulher (Beauvoir, 1981). Trata-se, pois de deparar-se com um tal grau de violência patriarcal que transcende, inclusive, as barreiras de classe, imiscuindo-se na forma de ser de todas as mulheres. segundo Leah Fritz (1979, p. 51): 

O sofrimento das mulheres sob a tirania sexista é um vínculo comum entre todas as mulheres, que transcende as particularidades das diferentes formas que assume a tirania. O sofrimento não pode ser medido nem comparado quantitativamente. Seriam a ociosidade e o vazio forçados de uma mulher “rica” que a levam à loucura e/ou ao suicídio maiores ou menores do que o sofrimento de uma mulher pobre que mal sobrevive com o dinheiro das bolsas do governo, mas, de alguma forma, mantém o seu estado de espírito? Não há maneira de medir essa diferença, mas, se examinássemos uma e outra sem o filtro da classe patriarcal, poderíamos encontrar um traço comum: ambas são oprimidas, ambas sofrem.

Trata-se, portanto, quase que de uma aporia: embora a violência seja uma constante, nem sempre os grupos menos visibilizados logram obter os meios materiais suficientes para a construção de um referencial sólido que possa dar conta daquela experiência particular. 

Tomando a liberdade que o ensaio me permite, me coloco aqui como pessoa trans para ratificar a urgência de um feminismo que abarque, nas palavras de Jesus (2014), o gênero sem o essencialismo do sexo. Afinal, não é novidade no âmbito dos estudos de gênero que o radicalismo proposto pelo feminismo radical põe à margem os corpos trans (Bagagli, 2019). Isso, cite-se, ainda que mulheres trans estejam sujeitas às mesmas violências (e outras mais) que as mulheres cis. 

Com efeito, faço aqui estes prolegômenos a fim de esclarecer que este ensaio também visa ratificar a urgência de uma abordagem feminista transversal, capaz de dialogar com diversas áreas. Afinal, a manifestação feminina encontra-se nas mais diversas áreas e possui peculiaridades que nem sempre são abarcadas pelo que se encontra já estandardizado. 

2.2TRAUMA E CRISE POLÍTICA NA VENEZUELA DO SÉC. XXI

A experiência de vida na Venezuela do século XXI tem sido marcada por um prolongado cenário de crise política, econômica e social, cujos efeitos ultrapassam o campo institucional e incidem diretamente sobre a experiência cotidiana da população. A instabilidade governamental, a polarização política, o enfraquecimento das instituições democráticas e o agravamento das desigualdades sociais produziram um contexto de precarização generalizada da existência, no qual a experiência do trauma adquire uma dimensão coletiva. Nas palavras de Mendes e Silva:

A  história  recente  da  Venezuela  é  caracterizada  por  vários  acontecimentos a  partir  do  modelo político-econômico adotado por seus gestores do poder Executivo por década que expandiram por várias crises,  dentre  elas,  aquela  que  culminará  na  disporá  venezuelana  num modelo para  além  de  suas fronteiras,  quer  veja,  para  o entorno  da América  do  Sul,  ou  ainda  para outros  Estados  mais  distantes  a procura de melhores qualidades de vida e, em muitos casos a procura de refúgio (2022, p. 120)

Nesse sentido, o caos político, social e econômico extrapola o campo individual e o insere como resultado de uma série processos históricos e estruturais que afetam de maneira contínua e reiterada os sujeitos sociais.

As sucessivas crises de abastecimento, o colapso dos sistemas de saúde e educação, o aumento da violência urbana e a repressão estatal às manifestações políticas contribuíram para a construção de um cotidiano marcado pela insegurança, pelo medo e pela perda (Senhoras, 2019). 

Conforme aponta Hanna Arendt (1999; 2012), em contextos em que a violência se infiltra no tecido do cotidiano, naturalizando-se como parte da experiência ordinária da vida., ocorre a progressiva banalização da perversidade. Na Venezuela contemporânea, essa normalização da exceção produz efeitos profundos na subjetividade, afetando os modos de percepção do real e as formas de elaboração narrativa da experiência vivida. Eventos como violência policial, empobrecimento e privação de bens de primeira necessidade, uso arbitrário da força, silenciamento das expressões dissidentes e cerceamento dos corpos tornam-se eventos comuns, cuja presença evoca um contínuo estado de Unbehagen (mal-estar) em meio à sociedade. 

Um dos aspectos mais significativos dessa crise é o deslocamento forçado de milhões de venezuelanos, configurando um dos maiores fluxos migratórios da história recente da América Latina. O exílio, a separação familiar e a ruptura com o território de origem intensificam os processos de descontinuidade identitária, potencializando experiências traumáticas que se manifestam tanto na memória quanto na linguagem. A perda da casa, do pertencimento e da estabilidade simbólica fragiliza as narrativas de si, frequentemente marcadas por silêncios, lacunas e sentimentos de desenraizamento.

No caso das mulheres, os efeitos da crise assumem contornos ainda mais específicos e violentos. A precarização econômica, aliada à erosão das políticas de proteção social, amplia a exposição feminina à violência doméstica, sexual e institucional. Como destaca Amorim (2015), em contextos de colapso estatal, os corpos femininos tornam-se alvos preferenciais de práticas de dominação que operam como mensagens de poder. O trauma, nesse cenário, articula-se às desigualdades de gênero, produzindo marcas que se inscrevem tanto no corpo quanto na memória.

Essas experiências traumáticas encontram ressonância na produção cultural e literária venezuelana contemporânea, especialmente na escrita poética feminina, que tem se constituído como espaço de denúncia, testemunho e resistência simbólica. A literatura emerge, assim, como lugar de elaboração possível (ainda que fragmentária) da violência vivida, tensionando os limites entre o dizível e o indizível. A distorção do real, recorrente nessas narrativas, não deve ser lida como imprecisão, mas como efeito direto de uma experiência histórica marcada pela ruptura, pelo medo e pela instabilidade permanente.

Dessa forma, compreender o trauma no contexto da crise política venezuelana do século XXI implica reconhecer a indissociabilidade entre experiência subjetiva e processos históricos. A literatura, ao transformar a dor em linguagem, torna-se um arquivo sensível da violência social, permitindo que vozes silenciadas encontrem formas de expressão, ainda que sob a forma de murmúrios, fragmentos e silêncios.

2.3UN MURMULLO EN LAS TINIEBLAS 

À continuação, reproduzo o poema a ser analisado. O texto foi trazido em sua integralidade, contando com inserção de contagem de versos. 

Murmullo

Sus manos arrancaron mi piel      01
Mi corazón se detuvo para no hacerme consciente,
una vez más el dolor cedió
y las lágrimas sin demora corrieron.
La cotidianidad no es límite para dejar de sentir:      05
el espejo lo sabe mejor que yo misma
Mi reflejo difuso
ya no es el mismo,
aquella joven desapareció entre moretones,
la forma de mi cuerpo se convirtió en cicatrices…      10
Cicatrices que aún sangran,
no es ni la mitad de lo que era.
Silencio constante en el vacío,
el único sonido era el llanto —sigue siendo el llanto—.
Me abruma escuchar en mis adentros      15
los recuerdos dolorosos de ayer y hoy
reprimidos, apaciguados.

El encierro es mi casa, y mi casa desapareció,
mi alma desapareció.

Frente al espejo ya no hay nada,      20
tan solo el recuerdo,
tan solo un murmullo (Cuesta, 2024). 

Embora a crise política na Venezuela não apareça explicitamente na poesia de Cuesta, é sabido que o contexto extra-textual pode influir na construção de vivências traumáticas cujo sofrimento emerge na sublimação pela construção poética. Segundo Jaime Ginzburg (2015, p.10):

Existe uma relação direta entre a fragmentação formal em obras literárias na modernidade e uma série de mudanças histórico-sociais que alteraram profundamente as relações entre os seres humanos e abalaram a concepção clássica de sujeito. Dessa relação, discutida de diferentes modos por Theodor Adorno, Erich Auerbach e George Steiner, entre outros, fica evidente aqui um aspecto em particular — a desumanização. A principal mediação conceitual consiste na categoria do "trauma", que permite associar o problema da crise da representação com a violência do processo histórico.

Neste sentido, o poema Murmullo constrói uma narrativa lírica da violência a partir da perspectiva de um eu feminino cuja identidade se encontra profundamente fraturada pela experiência traumática. Digo: em termos de trauma, o primeiro elemento constitutivo da experiência traumática é o terror da anulação do eu. Este eu, portanto, não é um termo genérico para referir-se à autoria dos textos, mas uma questão seminal na poesia de autoria feminina, pois -ratifico-, a experiencia de ser mulher em meio à crise é sempre mais violenta. 

Além disso, recupero as palavras de Poubel (2020, p. 54) a respeito da escrita poética: 

A poesia, como expressão direta do que somos, independente do conteúdo do poema, não pode apagar, portanto, qualquer que seja a identidade de gênero presente na enunciação do poeta – ou melhor, da poetisa. Enfatizo que não se pode apagar a voz e a identidade de gênero da poetisa uma vez que a do poeta nunca é apagada em função de seu gênero ser aquele que se afina com o universal. A não elucidação dessa voz poética enquanto feminina – ou femininas – dentro da poesia incorreria no apagamento desse ser mulher que se expressa através dessa relação sagrada e de retorno a si mesma que é a poesia. Falar no masculino, no eu lírico, numa imanência que se pretende universalizante não é, de maneira alguma, inclusivo dessa mulher.

Assim, o poema Murmullo, logo nos primeiros versos — “Sus manos arrancaron mi piel / Mi corazón se detuvo para no hacerme consciente” — observa-se a dissociação psíquica como mecanismo de sobrevivência, fenômeno amplamente discutido nos estudos do trauma (Caruth, 2001). A suspensão da consciência não elimina a dor; ao contrário, ela retorna de modo reiterado, como indicam as lágrimas que “sem demora corrieron”.

A centralidade do corpo no poema é fundamental para uma leitura feminista do texto. O corpo feminino aparece como território violado, marcado por moretones e cicatrices, imagens que funcionam como metáforas da violência estrutural que atravessa a vida das mulheres em contextos de crise política. Como aponta Segato (2012), a violência contra o corpo feminino opera como linguagem de poder, transformando o corpo em mensagem e em campo de disputa simbólica. Em Murmullo, essa lógica se manifesta na impossibilidade de reconhecimento do próprio reflexo: “Mi reflejo difuso / ya no es el mismo”.

O espelho, recorrente na tradição literária como símbolo de identidade, aqui devolve apenas a ausência. A jovem que existia antes da violência “desapareció”, e o que resta é um corpo reduzido à memória da dor. Tal dinâmica aproxima o poema da literatura de testemunho, ainda que não se trate de um relato factual, mas de uma elaboração estética do trauma. Conforme observa Seligmann-Silva (2008), o testemunho literário não visa à totalidade do dizer, mas à exposição de seus limites.

O silêncio ocupa um lugar central na economia do poema. O “silencio constante en el vacío” não é ausência de som, mas saturação de dor. O único ruído possível é o choro, que persiste no tempo (“sigue siendo el llanto”), indicando a temporalidade não linear do trauma, no qual passado e presente se sobrepõem. O verso final — “tan solo un murmullo” — condensa essa poética do resto: o trauma não se resolve, apenas ressoa, de modo baixo, fragmentado e persistente.

3.CONCLUSÃO

A análise de Murmullo evidencia como a poesia de Scarleth Cuesta elabora uma estética do trauma profundamente atravessada por questões feministas e políticas. O poema não apenas representa a violência sofrida por um corpo feminino, mas denuncia as condições históricas e sociais que possibilitam sua repetição e silenciamento.

Ao recorrer a imagens de fragmentação, silêncio e apagamento identitário, o texto poético revela a dificuldade — e, ao mesmo tempo, a necessidade — de narrar o trauma em contextos de crise política. O “murmúrio” que encerra o poema não é sinal de superação, mas de sobrevivência: uma voz baixa, ainda ferida, que resiste ao apagamento total. Assim, Murmullo inscreve-se como um gesto de testemunho poético que transforma a dor em memória e a memória em forma de resistência simbólica.


REFERÊNCIAS

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BAGAGLI, Beatriz Pagliarini. Discursos transfeministas e feministas radicais: disputas pela significação da mulher no feminismo. 2019. Tese de Doutorado. [sn].

BEAUVOIR, Simone de. El segundo sexo. Buenos Aires: Siglo XX, 1981.

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Ariel Montes Lima é mestre e doutoranda em Estudos de Linguagem (PPGEL-UFMt). Autora dos livros Poemas de Ariel (TAUP, 2022), Sínteses: Entre o Poético e o Filosófico (Worges Ed., 2022), Ensaios Sobre o Relativismo Linguístico (Arche, 2022), Poemas da Arcádia (Caravana, 2023), Silêncios: Duros Silêncios (Worges, 2024), O Inominado ou A Descoberta do Mundo (TAUP, 2024), Liberdades (2025), Contos Femininos (Worges, 2025) e Histórias do Casarão (Worges, 2025) e Os Odinokiov (sob pseudônimo de Cássia Frankl)