por Taciana Oliveira |
Poesia e reinvenção: Milena Martins Moura lança livro vencedor do Prêmio LOBA 2025
O que acontece quando a poesia abandona a pretensão de oferecer respostas e passa a expor suas próprias falhas, hesitações e ruídos? Em “o carro de apolo capotou no horizonte”, novo livro de Milena Martins Moura, publicado pela Macabéa Edições, a escrita nasce justamente desse lugar de instabilidade. Sem esconder os rascunhos, os cortes ou as contradições, a autora constrói uma obra que faz do erro, da repetição e da rasura elementos centrais de sua linguagem poética.
A publicação assume deliberadamente a aparência de um caderno de anotações em permanente construção. Versos reaparecem modificados, trechos são riscados, pensamentos parecem interrompidos no meio do caminho. O resultado é uma poesia que convida o leitor não apenas a acompanhar o texto finalizado, mas também os vestígios do processo criativo. Nesse movimento, Milena questiona os limites entre ficção e autobiografia, colocando em cena uma voz poética que constantemente interroga a própria capacidade de narrar a experiência. Segundo a autora, o livro brinca justamente com a expectativa de uma leitura autobiográfica. “Narrar é recortar o real. E por isso mesmo, toda narrativa já parte de um pressuposto de falta”, afirma.
A partir dessa compreensão, a obra transforma a ausência e a incompletude em matéria literária. Embora atravesse temas dolorosos, a narrativa evita o tom solene. O humor aparece enquanto ferramenta de sobrevivência, frequentemente presente no encontro entre situações cotidianas e acontecimentos absurdos. A ironia funciona em contraponto às angústias existenciais que percorrem os poemas, criando um equilíbrio delicado entre comicidade e desconforto. No prefácio da obra, a escritora Luizza Milczanowski observa que a autora ironiza as tragédias da existência ao mesmo tempo em que reconhece a dor como elemento constitutivo da vida. Essa combinação entre melancolia e irreverência atravessa todo o livro, que transforma inquietações pessoais em reflexões mais amplas sobre pertencimento, fracasso e desencanto.
A dimensão geracional também ocupa lugar importante na obra. Milena define a voz poética do livro em metáfora de uma geração que vive entre promessas não cumpridas e a sensação permanente de deslocamento diante de um mundo em crise. Ao contrário de grandes certezas, os poemas oferecem fragmentos, perguntas e pequenos escombros de esperança recolhidos ao longo do caminho. O corpo feminino e neurodivergente aparece centro dessa experiência. A partir de uma escrita que combina vulnerabilidade, humor e estranhamento, Milena investiga modos de existir que frequentemente permanecem à margem dos discursos dominantes. Sem recorrer à idealização, seus poemas exploram os conflitos cotidianos de quem tenta encontrar sentido em meio às pressões sociais, afetivas e políticas do presente.
A publicação dá continuidade a uma produção literária que aproxima forma e experiência. A autora entrega um livro que conversa diretamente com as inquietações do tempo presente sem abrir mão da crítica e da experimentação. O resultado é uma obra que faz da “imperfeição” não um defeito, mas uma forma particular de compreender o mundo.
Para aprofundar as questões presentes no livro, a autora concedeu uma entrevista para a revista Mirada.
1. No livro "o carro de apolo capotou no horizonte", você utiliza rasuras, repetições e fragmentos que simulam um caderno de rascunho. De onde surgiu a ideia de transformar o próprio processo de escrita em parte da estrutura do livro?
Na época da escrita do livro, eu tinha duas grandes inquietações rondando a minha escrita: a ausência, ou seja, como o corte acrescenta sentido à poesia; e o labor da escrita. Não eram preocupações temáticas, inclusive acredito que de alguma forma, em alguns pontos, as temáticas do livro se manifestem de maneira secundária, deixando o protagonismo expressamente para a construção do livro como um projeto estético.
Essas duas questões me inquietavam há certo tempo: a ideia de que o que se retira do poema tem um papel fundamental em como ele se apresenta em sua versão final, porque, apesar de ter sido extirpado, fez parte do processo que levou o poema a se tornar aquilo a que o leitor tem acesso; e a ideia de que a escrita tem um trabalho por trás, um backstage que é tão importante quanto a versão acabada que vai para o suporte livro. Por isso, ter deixado o processo à mostra veio como consequência. Essa, como gosto de chamar, estética da ausência foi a maneira pela qual essas inquietações se manifestaram poética e esteticamente no Apolo.
Mas quando eu digo que deixei o processo à mostra, não quero dizer de maneira literal. Isso porque o real processo de construção desse livro não é o que chega para o leitor. O que lhe chega é uma versão acabada, burilada e editada com cuidado. Cada verso cortado não está ali à toa, mas foi pensado para exemplificar a ideia de que o corte carrega sentido. O livro apenas simula um caderno de rascunho, ou seja, o real processo de escrita, de cortes e edições que levaram à versão final, não está de fato à mostra, mas um processo ficcional, uma simulação de labor, nascida do verdadeiro labor. Apolo é um grande palimpsesto estrutural, sua intenção é questionar os limites entre ficção e realidade, inclusive em sua estrutura e em seu projeto gráfico.
2. Em determinado momento, você afirma que “narrar é recortar o real”. O livro parece brincar constantemente com a expectativa de uma leitura autobiográfica. O que lhe interessa nesse jogo entre experiência pessoal, invenção literária e interpretação do leitor?
Eu vejo Apolo como um livro em camadas. Existe uma camada gráfica, outra estética e, por fim, uma camada temática, mais aparente. Nela, existe um limite propositalmente borrado entre o real e o fictício, que demanda mergulho e um certo senso crítico. Adianto que existe muito pouco da pessoa real Milena nesse livro, mas crio essa voz poética (ou, no caso, essas duas vozes, porque há uma segunda voz, intromissiva, que vem como contraponto à primeira em diversos momentos) por meio da presença de elementos autobiográficos latentes: meu nome, o nome da minha mãe, da minha avó, minha data de nascimento, a neurodivergência.
Toda versão de um fato é pessoal e intransferível. Se cinco pessoas observaram a mesma cena acontecer, apesar de a cena ser a mesma, teremos cinco narrativas diferentes. O ponto de vista, literal e metafórico, o sistema moral, o humor de cada um naquele momento, cada pequeno elemento de subjetividade, que nos separa a todos e nos torna únicos, torna também única a nossa narrativa. Por isso, mesmo quando há uma intencionalidade pendente para a não ficção, ainda assim toda narrativa, impreterivelmente, tensiona os limites do que é fato e do que é rememoração pessoal, o que realmente foi – isso que se perde no tempo – e o que quem viveu/presenciou mastigou e cuspiu daquela experiência.
E se se pode dizer isso, ou pelo menos assim eu acredito, de toda narrativa, por mais próxima do real que se proponha, em Apolo tudo isso ganha uma intencionalidade ainda mais exacerbada. Porque a ideia foi, desde o início, inquietar, deixar a pulga atrás da orelha, de propósito mesmo, deixar o leitor sem saída nem chão, desconfiando de cada detalhe.
O autobiográfico se mostra, até mesmo numa perspectiva histórica, uma tentação crítica. Está aí a crítica da época, que acreditava que Machado escrevia capítulos curtos porque era gago e epiléptico. Ou seja, considerar a escrita de um dado autor por sua autobiografia não é nem mesmo algo novo, algo da era da escrita de si. Por isso eu acho que essa brincadeira, essa dança das cadeiras retórica, que dá na mesma medida que tira, isso que tentei em Apolo, é uma problematização importante.
Toda escrita parte de um corpo: uma mão presa a um braço, um tronco, com um coração batendo e um cérebro cheio de traumas e dores por trás. Mas as maneiras como esse corpo, e esse coração, e esses traumas se manifestam são diversas e isso merece ser falado.
3. Apesar do humor e da irreverência, a obra é atravessada por uma sensação de dor e deslocamento. De que forma o humor ajuda a lidar com temas como sofrimento, fracasso e a sensação de inadequação diante do mundo?
Pra ser bem honesta, eu não acho que o humor ajude não, rs. Acho que a questão não é bem essa. Eu não vejo o humor como um mecanismo de coping nesses casos, mas sim como um sintoma de dessensibilização. Ou pelo menos é o que enxergo nessa voz poética, ou vozes, do Apolo. No momento da escrita rabiscada e caótica desse caderno rasurado, entre o poético e o confessional, essa voz já jogou muitas toalhas. Resta-lhe apenas rir do absurdo de ter sido obrigada a nascer e existir num mundo que, no fundo, nunca lhe quis. De ter que presenciar o colapso dos tempos, ciente do ridículo que é ver líderes mundiais se bombardeando enquanto o chefe chama mais uma reunião que poderia ter sido um e-mail e a Kátia do TI pede mais um memorando protocolar.
Ser gente nesses tempos é destrutivo, ser neurodivergente é avassalador. E essa voz já cansou de lutar. Passou uma vida levantando a voz pra gritar o óbvio e recebeu rejeição, piadas e mau gosto pelas costas. Avisou, não ouviram, e quando aconteceu ninguém lembrou que foi ela a avisar primeiro. So why bother? Ela não se surpreende com mais nada. Deixa os outros, que tentam funcionar numa sociedade doente, acreditarem que a doente é ela. Pega um balde de pipoca e assiste ao fim dos tempos com um sorriso dormente no rosto.
4. Sua poesia coloca em evidência um corpo feminino e neurodivergente. De que maneira essas experiências influenciam sua escrita e contribuem para a construção da voz poética presente no livro?
Nenhuma literatura pode fugir do sujeito que a redige. Digo isso consciente de que pode soar como um apelo à obrigatoriedade do autobiográfico, mas não é nesse sentido que quero dizer. Embora eu não acredite que um sujeito neurodivergente, com qualquer que seja sua condição, tenha obrigação de falar sobre seu transtorno, com ou sem um elemento didático tão presente em algumas obras, porque afinal somos seres humanos para além dos nossos transtornos e nossa experiência é, ao fim e ao cabo, nada além de humana, eu acredito sim que a neurodivergência, no meu caso o autismo, perpassa cada detalhe e momento da vida do sujeito.
E, por isso, um sujeito neurodivergente que busca a escrita não pode escapar de si ao escrever. Isso quer dizer algumas coisas: eu posso falar sobre autismo; eu posso tentar explicar o autismo em termos que a neurotipia entenda; eu posso cagar mole pra compreensão da neurotipia e apenas construir uma voz autista com sua existência humana atravessada pelo autismo; eu posso não falar sobre autismo at all. De qualquer maneira, serei eu, mulher autista do século XXI, escrevendo. E, embora eu possa não aplicar o espectro como temática, certamente o autismo vai estar na quantidade de gotas de adoçante no meu café, porque sabores amargos me dão sobrecarga sensorial; certamente as luzes estarão num limite específico que não atrapalhe meu raciocínio ao escrever.
Olho minha mesa enquanto respondo a esta entrevista. Faz frio. Ao meu lado, um ventilador ainda assim ligado no máximo aponta para o guarda-roupa porque o ruído branco da engrenagem abafa os talheres dos meus vizinhos almoçando na janela ao lado. O autismo pode não estar nas palavras do livro, mas, porque está em mim, e porque sou eu escrevendo o livro, estará presente.
Então, por que não falar dele? Essa com o meu nome, com a minha data de nascimento, com uma mãe e uma avó com os mesmos nomes que as minhas, não sou eu. Por que, por ser também autista, deveria ser mais ou menos confundida comigo? Existimos, somos muitos e resolvemos quebrar o silêncio. Isso tem irritado arcadas dentárias rangendo nas seções de comentários da web, mas não nos assusta mais. Nossa experiência é nada além de humana e merece ser documentada.
5. Você define essa voz poética como uma metáfora de uma geração “perdida num mundo em colapso”. Na sua visão, quais são as principais inquietações e contradições dessa geração que aparecem na obra?
Estou ouvindo Jefferson Airplane na minha vitrola enquanto escrevo. No meu mural, 4 polaroides se sobrepõem, seguradas por tachinhas. No rack da sala, um vídeo cassete e um Megadrive, um Mastersystem na prateleira mais alta da estante de livros, na prateleira mais baixa, uma coleção de DVDs.
Não é que não seja legal pagar com PIX e não precisar ir à locadora num dia chuvoso. Com certeza, meu Fox de hoje é melhor de dirigir que o Fusquinha dos meus 20 anos. É que hoje a gente paga por mês um streaming e, quando procuramos um filme, ele não está lá. O mundo mudou em muitos aspectos, alguns desnorteiam: uma nuvem digital ubíqua tirou a experiência do toque; nos acostumamos a alugar a vida e agora não possuímos mais nada; substituímos nossos vinis por CDs, nossos CDs por MP3 e não me surpreende que agora paguemos o triplo nos mesmos vinis que jogamos fora em 1998. É que a tecnologia prometeu mais tempo e entregou mais demanda, prometeu liberdade e entregou ausência. Queremos abrir um encarte de novo, cheirar o papelão, saber que se eu esquecer a fatura do cartão mês que vem ainda poderei ouvir aquela música.
E Apolo é um livro sobre perdas e ausências. Sobre o manual, o low-fi, o rabisco, a rasura. E é também sobre rir do absurdo. Compreender que, na nossa tão pequena janela de existência no universo, viver deveria ser um deslumbre, mas em vez disso é doloroso, e somos o único bicho que inventou ser moralmente superior, vender a vida pra conseguir pagar pra existir.
E da consciência desse ridículo, uma voz poética cuspida ao mundo à sua própria revelia num outubro de 86 constrói alguns motivos para não se tacar da janela. Minha pobre geração, assistindo ao colapso do mundo de camarote, sem nem ainda entender muito bem como chegou até aqui. Com um café na mão, um gato no colo e muito medo do futuro.
POEMAS DO LIVRO
[PÃO COM VINHO 39,90 O KILO]
refletida no vidro
com a fome
de um século
mastigo meus 36 dentes
e repito em silêncio a mensagem
jesus te ama
jesus christ my lord
será verdade?
deve ser difícil me amar
my lord
repito em silêncio
refletida no vidro
da avenida
28 de setembro
vila isabel
rio de janeiro
brasil
deve ser difícil me amar
my lord
deve ter sido bem difícil
quando
fazia calor na hora de maria
e eu usava os travesseiros
pra me refrescar
my lord
deve ter sido difícil me amar
quando minha única prece
foi quebrar
as pernas da cíntia
que me humilhou na educação física
estamos de acordo que amor tem limite
né
my lord?
deve ter sido difícil
quando eu pensava na missa
que jesus tem um pinto
my lord
e que quem tem pinto tem fome
deve ter sido bem difícil me amar
enquanto eu contemplava teu corpo de homem
e não via nele divindade
quando eu desejava mal a quem me matava lento
my lord jesus christ
my lord
quando era escuro e eu era jovem
my lord
e tinha mãos
e tinha um corpo
e fazia calor na hora de maria
quando eu vesti a pele de medeia my lord
e não fugi no carro de apolo
deve ter sido difícil amar a minha carne fraca
my lord
porque aparentemente
my lord
eu não devia mais ter fome
depois de mastigar a tua carne
nem sede
depois do meu primeiro porre de vinho
mas eu ainda morro de fome
my lord
quando
faz calor na hora de maria
deve ter sido difícil me amar
jesus te ama
e ainda agora
jesus te ama
deve ser bem difícil me amar
jesus te ama
enquanto apenas olho meu reflexo na vitrine
jesus te ama
e as letras dizem
jesus te ama
e eu me pergunto
jesus te ama
ao meio-dia de um verão antecipado
jesus te ama
que caralhas
jesus te ama
o teu amor
jesus te ama
tem a ver
jesus te ama
com o restaurante self-service
jesus te ama
eu só queria almoçar
volkswagen fusca 1968
o volkswagen fusca tinha
a mala na frente
e
o motor atrás
era perfeito pra ensinar a dirigir
a filha de 12 anos
numa rua de oswaldo cruz
em 98
a filha de 12 anos
adorava
uns avessos
tinha aprendido a amarrar cadarços
apenas dois anos
antes
mas aprendeu a ler
antes
das outras crianças todas
da escolinha
um orgulho
não lia hora em ponteiro
mas cantava em francês
sua filha canta em francês
a minha canta
um orgulho
meu pai tinha que comprar
um peixe pro aquário
da escolinha todas as crianças tinham
um peixe ele comprou um
beta e só sobrou o meu peixe
algo nessa história me parece
prenúncio
quando a mangueira do carburador
soltou e a gasolina
incendiou no metal quente
o motor ser atrás
salvou a vida
do meu pai
esse meu poema pobre
é o fogo lambendo
os bancos do volkswagen fusca
1968
meu pai escapando incólume
porque o habitáculo só foi
atingido
muito depois
de ele conseguir sair
contabilizando a dívida
putaquepariu acabei
de reformar o estofado
o volkswagen fusca estava
na família tinha
uns vinte anos
me viu sem os dentes da frente viu
minha primeira espinha
uma infância é algo muito frágil
uma infância pode ser digerida
em trinta e dois minutos
e quatro extintores
à sombra da história
uma infância
roída
espera em silêncio
a ferrugem
reformamos o volkwagen fusca
e ele permaneceu na família
por mais dois anos
um volkswagen fusca
não é tão frágil quanto uma infância
a vida tem unhas longas
vestiram-lhe uma blusa vermelha
calça jeans e sapatos
um cobertor
de margaridas
e um último cafuné
ele foi assim
ou foi o que disseram
eu nunca olho os mortos nem cenas com sangue
minha mãe sempre disse
que isso dá pesadelo
tenho 37 anos e meu coração
é fraco
meus olhos são fracos
minha pele é tão fina pro sol
do deserto
que racha durezas de pedra
tenho 37 anos e ainda sou infeliz num cantinho
rastejo
pelas quinas do mundo e trago
a fome dos amargos
o maná mofa ao sol
37 anos de deserto
e no entanto ainda estou viva
merda
essa força motriz evolutiva
poderosa
como uma teimosia
merda
estou viva
esse mistério
inadvertidamente finito
e no entanto esses ainda são os bons anos
as plantas morreram
mas os gatos estão vivos
estamos vivos estamos bem
jovens fortes e saudáveis
é daqui pra frente
perder gente
perder dinheiro
colágeno saúde a paciência e dente
e eu não fugi pra atenas no carro de apolo
onde a vida não pode
me rasgar
existir
esse soluço frágil
sob as unhas do tempo
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Milena Martins Moura nasceu no Rio de Janeiro, em 1986. Mestre em Literatura Brasileira pela UERJ e doutoranda em Literatura Comparada pela UFF, atua também como editora da revista cassandra. Semifinalista do Prêmio Jabuti 2024 com O cordeiro e os pecados dividindo o pão, é autora de Promessa Vazia, Os Oráculos dos meus Óculos, A Orquestra dos Inocentes Condenados e Banquete dos Séculos. Seu livro mais recente é o carro de apolo capotou no horizonte (Macabéa Edições, 2025). Atualmente, tem um romance — finalista do Prêmio SESC de Literatura 2025 — e um livro de contos já concluídos.
*Taciana Oliveira - Natural de Recife (PE), Bacharel em Comunicação Social (Rádio e TV) com Pós-Graduação em Cinema e Linguagem Audiovisual. Roteirista, atua em direção e produção cinematográfica, criadora das revistas digitais Laudelinas e Mirada, e do Selo Editorial Mirada. Dirigiu o documentário “Clarice Lispector - A Descoberta do Mundo”. Publicou Coisa Perdida (Mirada, 2023), livro de poemas.


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