por João Oliveira Melo |
Ao longo da narrativa, Max enfrenta inúmeros obstáculos na tentativa de compreender as pessoas, manter um emprego estável, adaptar-se às mudanças e lidar com as próprias emoções e dos outros a sua volta. Já Mary cresce em um ambiente familiar marcado por fragilidades: seu pai trabalha em uma fábrica de saquinhos de chá, enquanto sua mãe é alcoólatra, tabagista e cleptomaníaca.
A animação não é recomendada para crianças nem para pessoas sensíveis a possíveis gatilhos emocionais, uma vez que a narrativa alterna momentos de tragédia com cenas de humor ácido e aborda temas delicados como religião, sexualidade, suicídio e depressão, entre outros. Pontos interessantes: o filme foi inspirado na vida pessoal do diretor que escrevia cartas para um amigo em Nova York com síndrome de Asperger, o tom de cores é cinzento em Nova York e amarronzado em Mount Waverley.
Os aspectos positivos da obra residem na valorização da aceitação das imperfeições e fragilidades humanas, no reconhecimento da importância das amizades verdadeiras e na representação sensível de uma pessoa no espectro autista que não entende sua condição como uma doença a ser curada, mas como uma forma de existir que precisa ser acolhida e respeitada pela sociedade.
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ReferênciasSITO, Tom. ’Mary and Max’: Pen Pals With Problems. Animation World Network, 16 jan. 2009. Disponível em: https://www.awn.com/animationworld/mary-and-max-pen-pals-problems. Acesso em: 30 jan. 2026.
João Oliveira Melo é natural de Recife. É aluno do oitavo período do Curso de Ciências Sociais (UFRPE).

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