O jardineiro que falava com as plantas | conto de Dias Campos

 
Foto de Jonathan Kemper na Unsplash

O JARDINEIRO QUE FALAVA COM AS PLANTAS


A Casa de Repouso Jardim das Hortênsias era um exemplo a ser seguido. O atendimento aos idosos era personalizado; o ambiente, propício à socialização; as atividades físicas e lúdicas a todos estimulavam; os cuidados médico e dentário nada deviam aos melhores planos de saúde; e a escolha dos funcionários obedecia à rigorosa seleção.

A mensalidade era, portanto, salgada. Mas os responsáveis a honravam com prazer, pois, além de reconhecerem a seriedade desses diferenciais, viam os resultados estampados nos rostos dos moradores. 

Mas como tudo o que é bom pode ficar melhor, a contratação de um novo jardineiro foi, aos poucos, elevando ainda mais o astral daquele lugar. E isso se devia não apenas à afabilidade que lhe era natural, mas, sobretudo, à maneira peculiar com que exercia a sua atividade.

Esse modo, não o inventara, tanto que muitos há que o praticam. No entanto, o conversar com as plantas como se fossem íntimos, com certeza fazia de seu João um profissional que destoava, uma vez que o comum é ver um jardineiro trabalhando sozinho e em silêncio. E se estiverem em dupla, o máximo que fazem é falarem entre si.

Fosse como fosse, seu João seguia papeando com as plantas, estivessem a céu aberto ou em vasos espalhados pelas dependências do Jardim das Hortênsias. Apenas que, neste último caso, o diálogo realizava-se a baixa voz, seja para não incomodar um idoso que estivesse próximo, seja porque muitos dos assuntos tratados tinham um caráter de confidencialidade. 

O jardineiro tratava as plantas com a mesma deferência dispensada a qualquer pessoa. Daí que só iniciava um bate-papo depois do devido cumprimento – bom dia ou boa tarde. Em seguida, queria saber se estavam com sede ou se se ressentiam da marca do adubo. E as regava até que se dissessem satisfeitas, e prometia às descontentes mudar o fertilizante assim que a verba fosse liberada. 

Era claro que os assuntos não poderiam estender-se, visto que plantas e trabalho havia de sobra. Mas seu João sabia quando e como parar, de maneira que nenhuma delas ficava melindrada. 

E o fazia enaltecendo o viço nas suculentas; elas agradeciam, e retribuíam com mesuras e bons conselhos. Seguia parabenizando a escolha do modelito pelas rendas-portuguesas; elas sorriam, e faziam rodar os vestidos. E prosseguia louvando as formas, as cores e as fragrâncias com que as flores o brindavam a cada novo dia; e elas, apaixonadas, delongavam-se em seus atributos, fazendo com que os moradores e funcionários mais e mais admirassem o trabalho do novo jardineiro.

É claro que havia quem desfizesse da maneira que seu João trabalhava. Afinal, observar um homenzarrão, com pouco mais de quarenta anos, tagarelando com vegetais era, no mínimo, caricato. Mas o jardineiro, que não era surdo, dava de ombros, já que o importante era respeitar os contrários, o que sempre garantiria um bom convívio.

Entretanto, como a esmagadora maioria das pessoas tinha se acostumado com o método empregado por seu João, alguns idosos, porque estimulados com o que constatavam, também passaram a imitá-lo. De início tímidos, receosos, só pronunciavam poucas palavras e apenas com as plantas que decoravam os seus aposentos. Posteriormente, as conversas aconteciam em qualquer local, e chegavam mesmo a empolgar. 

Havia quem elegesse os girassóis para compartilhar a vitória no campeonato de tranca; quem optasse pelos cactos visando a dardejar o companheiro de quarto que jurava não roncar; e quem preferisse o salgueiro para chorarem juntos ante a goleada imposta ao time do coração.

Os novos hábitos dos moradores não passaram despercebidos dos funcionários, tanto que uma das cozinheiras começou a pedir sugestões para suas violetas sobre um novo cardápio que pretendia implementar.

É certo que esse “efeito dominó” chegou aos ouvidos dos três sócios da Casa de Repouso. E também é exato afirmar que nuvens cinzentas assomaram sobre suas cabeças, haja vista o temor de que essa moda pudesse manchar a excelente reputação de que desfrutavam, e, por conseguinte, comprometer futuros contratos. 

Mas como todos sabiam que jamais poderiam impedir que alguém conversasse com as plantas; como era notório que a maneira de ser e de agir do jardineiro melhorara a vibração dos idosos; e como os seus responsáveis (pagantes) comentavam satisfeitos a visível transformação nos semblantes de seus parentes, o receio deu lugar ao pragmatismo, e o salário de seu João mereceu substancioso aumento – nada como tratar com carinho a galinha dos ovos de ouro!

Certo dia, o jardineiro percebeu que um dos moradores, mesmo tentando disfarçar, esforçava-se para ouvir os seus bate-papos com as plantas. 

Seu João fez que não percebeu, e continuou conversando, risonho. 

No outro dia, a mesma curiosidade. Foi quando o jardineiro, não se contendo, virou para o idoso e explicou que não se perturbava em dividir o assunto com quem quer que fosse, mas as roseiras eram um tanto melindrosas, e gostariam de saber do seu interesse.  

É claro que o morador não sabia onde se enfiar. E, pedindo desculpas ao roseiral, passou a explicar o porquê tentava escutar o que falavam. Disse que não se envergonhava de falar com as plantas; muito pelo contrário, fazia-lhe muito bem. Mas as conversas travadas por seu João pareciam ser... reais! como se ele verdadeiramente ouvisse respostas, apelos, confissões!... E terminou confessando, um tanto sem jeito, que temia ficar como ele, um pouco... maluco.

O jardineiro, que não se ofendeu, explicou que fala com as plantas desde a infância. Mas foi na adolescência, quando os conflitos começaram a amontoar, que ele se perguntou se o que ouvia era mesmo verdade ou apenas fruto da imaginação. E como não queria que o apontassem como lunático, decidiu que só falaria com pessoas; não abriria exceção nem para os animais de estimação.

O idoso era só ouvidos.

Ao que parece, contudo, prosseguiu seu João, as plantas da redondeza não gostaram daquela decisão, e resolveram provar que ele nunca fora louco. Daí que, certa tarde, depois de ter pulado o muro do vizinho, quando alcançava a goiabeira, foi por ela avisado (aos gritos) para que estacasse, haja vista as urtigas plantadas em seu redor pelo dono da casa, com a intenção de dar uma lição no ladrãozinho. E ao prestar atenção, o adolescente constatou que havia, sim, mudas de urtiga-brava desejosas de serem roçadas pelos desavisados.

O idoso não teve coragem de comentar. Mas levantara a sobrancelha direita, o que lhe denunciava o pensamento. 

O jardineiro, por sua vez, retrucou que os crisântemos que estavam próximos acabavam de assoprar-lhe um recado, mensagem esta que veio sendo passada de planta para planta. 

O ouvinte franziu a testa. E seu João transmitiu o que recebera: A muda de boldo que ele cultivava em seu apartamento, e que sempre foi eficaz quando das crises de má digestão, concordava com o seu confidente sobre a ineficácia ulterior do seu chá e sobre a suspeita de uma úlcera. E o aconselhava a procurar o médico do Jardim das Hortênsias o mais rápido possível.

O morador arregalou os olhos! 

Ora, como ele não comentou com ninguém sobre essa suspeita – salvo com sua muda de boldo, a baixíssima voz e na intimidade do seu quarto –, era evidente que o jardineiro podia, sim, ouvir perfeitamente tudo o que as plantas falavam! 

E como essa comprovação abalou bastante o espírito do idoso, seu João teve que acudi-lo, pois desfalecia, e o amparou até o banco mais próximo.

Assim que bebeu um pouco de água, o morador sentiu-se melhor. E prometeu ir consultar-se com o médico no mesmo dia, no que foi estimulado pelo jardineiro.

Nem se precisaria dizer que aquele idoso espalhou o que presenciara aos quatro cantos da Casa de Repouso... E uma longa fila formou-se à porta da cozinha, onde sabiam que seu João apreciava um cafezinho recém-passado antes de ir embora.

E por quê? Porque todos queriam ouvir de suas plantas prognósticos acerca da saúde, opiniões sobre cláusulas testamentárias, conselhos relativos a pretensões amorosas, fofocas concernentes aos rivais de Bocha…

O jardineiro foi pego de surpresa.  E se demorou um pouco para entender o que se passava, levou outro tanto para decidir o que faria.

Mas antes que fosse ter com os moradores, o gerente do Jardim das Hortênsias, seu Abelardo, entrou na cozinha e trancou a porta, deixando os idosos do lado de fora. Em seguida, pediu para que os funcionários os deixassem a sós, e eles se foram pela porta traseira, que dava para o pátio.

O administrador puxou de um banquinho e pediu para que seu João permanecesse sentado. O momento era delicado e precisavam pôr ordem na Casa de Repouso antes que a diretoria soubesse dos fatos e resolvesse intervir – Cabeças poderiam rolar...

De primeiro, seu Abelardo elogiou o jardineiro, haja vista todos saberem que sua maneira de trabalhar implicou benefícios efetivos para os moradores, para os funcionários, e, por consequência, para o Jardim das Hortênsias. De outra parte, disse que acorreu à cozinha assim que ficou sabendo que a fila formara-se em decorrência da crendice de que o jardineiro realmente ouvia o que as plantas falavam, ao contrário do que se passava com os demais, um monólogo travestido de diálogo.

Seu João ouvia com humildade.

Por fim, o gerente perguntou como poderiam acalmar os idosos para que a vida na Casa de Repouso voltasse à normalidade?

O jardineiro respondeu que a ideia que lhe veio à mente foi a de satisfazer a curiosidade dos idosos. Em outras palavras, toda vez que ele fosse cuidar de uma planta cultivada no interior de um dos aposentos, ele aproveitaria para servir de intérprete, caso o morador lhe fizesse alguma pergunta.

O administrador não sabia se ria ou ralhava. Mas como o burburinho aumentava, e como tal sugestão pareceu que contentaria os idosos, seu Abelardo engoliu a prevenção e acabou concordando. Pedia, contudo, que ele fosse contar a solução para a fila, enfatizando que as interpretações só começariam no dia seguinte. Ademais, que pedisse respeito ao seu horário de trabalho, paciência quanto à ordem de atendimento, e que não houvesse inquietação, visto que ninguém seria esquecido ou preterido. 

De fato, tudo o que seu João disse e pediu foi acatado pelos moradores. E a fila desfez-se.

O gerente ficou satisfeito. E antes de retomar a rotina, pediu para o jardineiro, encarecidamente, que não causasse mais turbulências. Afinal, tinha família para sustentar, e perder o emprego não estava nos seus planos – Seu João concordou com um movimento de cabeça.

No dia seguinte, a cada vez que o jardineiro batia à porta de um apartamento – em que havia pelo menos um vaso cultivado –, deparava-se com o seu ocupante que, ansioso e sorridente, sentado ou em pé, o aguardava desde muito cedo. 

Desta forma, tão logo terminasse a jardinagem, era bombardeado com várias perguntas, que traduzia da melhor forma possível. 

E alegrava-se quando o idoso sorria ante a resposta de que seu filho estava a caminho, e que trazia esposa e netos para visitá-lo; de que os companheiros do Jardim das Hortênsias só fingiam ter esquecido o seu aniversário, que era surpresa; ou de que aquela dor que o atemorizava, longe de ser câncer, não passava de moléstia perfeitamente curável.

E divertia-se quando a planta recomendava ao idoso que não mais guardasse asinhas de frango debaixo do travesseiro visando a um lanchinho na madrugada; que parasse de tentar enganar a fisioterapeuta quanto ao número de agachamentos que jurava ter feito; ou que se abstivesse de urinar no jardim, pois era mentira que isso fazia bem à grama ou ao caule das amigas. 

E admirava-se quando a moradora era advertida de que só voltariam a conversar se não mais ouvisse reclamações sobre sua demora em florir; se não priorizasse a navegação na Internet em detrimento da arte da frivolité; e se parasse de invejar a companheira do quarto ao lado, que lhe era mais velha e mais bem-disposta. 

E condoía-se quando a planta tentava consolar a sua proprietária, que recebeu um telefonema contando sobre o falecimento de uma irmã; que deixou espatifar contra o chão o Casal Enamorado de biscuit que ganhara do falecido marido como presente de noivado; ou que ficou sabendo que aquela promoção veiculada por certa rede social, e que agarrou sem pestanejar, não passava de mais um golpe.

Súbito, essa rotina foi abalada por uma notícia que vazou e se espalhou mais rápido que fofoca em grupos de WhatsApp. Um dos diretores, o mais desconfiado, mandou fazer uma auditoria nas contas da Casa de Repouso. E descobriram que uma fortuna vinha sendo desviada há pelo menos dois anos. A autoria, porém, era inconclusiva.

A revolta, por óbvio, tomou conta dos moradores, visto que ninguém gosta de saber que sua casa está sendo assaltada. 

Os funcionários ficaram boquiabertos, menos pela indignação do que pelo medo de serem acusados.

Por força dessa hecatombe, aquele diretor convocou uma reunião com os outros sócios, com o auditor e com seu Abelardo para o mesmo dia. Era preciso agissem rapidamente, já que o autor dos desvios tudo faria para apagar suas pegadas.

Essa movimentação foi apreendida por alguns idosos. E os mais atilados logo se prontificaram a ajudar. Um, pondo à disposição toda a sua experiência de vida como contador; outro, gabando-se que elucidou vários casos de infidelidade conjugal, quando atuava como investigador particular; e um terceiro, garantindo que era amigo pessoal de um vidente de mão cheia.

A gerência agradeceu as iniciativas, mas as dispensou com a gentileza habitual. 

E como ouvissem que a prisão do ladrão não tardaria, alternativas não tiveram aqueles moradores senão as de retomarem a pacatez de suas vidas.

O local escolhido para a reunião foi a sala de seu Abelardo, por ser mais reservada e confortável.

O auditor recebeu a palavra e esclareceu os fatos para quem ainda não os conhecia.

Terminada a explicação, a indignação só não se prolongou porque um dos sócios começou a espirrar – era a rinite que o atacava.

Como a frequência dos espirros só aumentava, o alérgico perguntou, à voz desesperada, se havia alguma planta por perto.

O gerente, que se envergonhava, apontou um canto esquecido do cômodo onde havia um vaso de grande porte que continha um ramo de artemísia e algumas gramíneas.

Com voz entrecortada pelos espirros, o sócio “pediu” para que sumissem com o vaso, uma vez que o pólen dessas plantas é, de longe, o principal responsável pelas alergias respiratórias.

Neste exato momento, seu João passava a poucos metros da janela. 

O administrador gritou para que viesse ajudá-lo, já que o vaso era muito pesado para ser removido por uma só pessoa.

Assim que o jardineiro entrou, seu Abelardo mandou que o ajudasse a removê-lo – Não houve sequer tempo para cumprimentos.

Só que no momento em que seu João se aproximou do vaso, as plantas pediram para que parasse e as escutasse com muita atenção. 

O jardineiro ficou aturdido, pois o gerente agarrara o seu lado do vaso e já o questionava (com os olhos) sobre o motivo de não ter avançado.

E no átimo que medeia a ação e a reprimenda, as plantas, exaustas de serem mal cuidadas pelo administrador, resolviam desforrar-se. 

A mensagem, ouvia-a seu João, perplexo!…

Nesse comenos, o sócio alérgico, porque indignado, questionou-os sobre a demora. E seu Abelardo, enérgico, mandou que o jardineiro agarrasse o vaso.

Toda essa aspereza foi percebida por um dos idosos que por ali passava. E como fosse bisbilhoteiro, tratou de aproximar-se da janela e apurar a escuta – Essa indiscrição chamou a atenção de outros moradores, que também se achegaram, curiosos.

Mas seu João não obedeceu àquela ordem. E, virando-se para a diretoria, pediu licença para repassar o que acabara de ouvir de suas novas pacientes.

Todos, é claro, arregalaram os olhos; sendo que o sócio atacado pela rinite até parou de espirrar. 

O gerente, então, pediu, por entre dentes cerrados, para que o jardineiro calasse a boca e não o envergonhasse.

Mas seu João pouco se importou com a súplica. E tornou a pedir licença para repassar o que sabia.

O mais sereno dos sócios, porque achasse que o momento precisava de certo alívio, resolveu tomar a frente e deu a palavra para o jardineiro. 

E antes que os outros sócios se insurgissem, seu João afirmava que o único responsável pelo desvio de dinheiro era ninguém menos que o próprio gerente!

Seria desnecessário dizer que as reações foram imediatas. O sócio que encomendou a auditoria soltou um “Valha-me Deus!...”; o alérgico, um “Que idiotice é essa?!”; o sossegado limitou-se a uma rápida risada; o auditor meneou a cabeça, em sinal de reprovação; e o administrador, ultrajado, teve gana de avançar no pescoço do jardineiro, mas recuou quando percebeu os idosos que o encaravam pela janela. 

O desconforto era geral. Seu Abelardo, funcionário de longa data, sempre mereceu dos sócios total confiança; e dos subalternos, admiração e respeito. Como, agora, esse sujeitinho tinha a coragem de apontá-lo como criminoso, e, ainda por cima, baseando-se nos “testemunhos” de plantas?! Seria caso de internação em hospício, não fosse o fato de que o sócio mais tranquilo se lembrava de que era 1º de abril – se a mentira fora muito bem urdida, não deixava de ser de extremo mau gosto.

Mas seu João retrucou que nada era mentira; reafirmou o que lhe disseram; e, de dedo em riste, chamou o gerente de ladrão.

Só não brigaram porque o sócio comedido interpôs-se entre ambos, dando tempo para que o auditor tomasse seu João pelo braço e o levasse para fora.

O jardineiro foi demitido em seguida. E partiu sem poder despedir-se de ninguém.

Os debates prosseguiram, mas de janelas fechadas e cortinas abaixadas. E concluíram que, por força das circunstâncias, o mais provável seria que o larápio suspendesse a atividade criminosa e se mantivesse na obscuridade por um bom tempo. No entanto, o auditor prometia, e por sua honra, que, na menor vacilada, ele o identificaria e o colocaria diante dos sócios.

Finda a reunião, e todos se foram. Menos o administrador, que ficou incumbido de achar uma justificativa para a demissão do jardineiro que pudesse ser oferecida aos moradores e aos funcionários de maneira a não criar revoltas nem estimular especulações.

Seu Abelardo sentou-se em sua poltrona, apoiou os cotovelos sobre a mesa, e pôs-se a esfregar as mãos. 

Depois de alguns minutos, a justificativa corporificou-se, e o contentou. 

Só que antes de apresentá-la, o gerente virou-se para as plantas, e sorriu.

Em seguida, levantou-se calmamente, saiu da sala a passos lentos, e dirigiu-se ao almoxarifado. E não foi preciso muito tempo para reencontrar o velho maçarico – tinha contas para acertar...




Dias Campos é autor do romance “As vidas do chanceler de ferro”, Lisboa: Chiado Editora; Colunista do Jornal ROL; do (atual) site Cultura & Cidadania; do Portal Show Vip; e do (atual) portal Pense! Numa notícia; autor de diversos textos literários; autor e coautor de livros e artigos jurídicos.